Vinho sem venenos, um sonho

 

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A preocupação em tornar os vinhedos cada vez mais sadios, sem o uso de pesticidas, é uma tendência irreversível no planeta. Uma boa notícia: o organismo francês de pesquisas Observatoire National du Déploiement des Cépages Résistants (OsCaR) está estudando parcelas plantadas com variedades resistentes a duas das pragas mais terríveis que sempre afetaram os vinhedos, o oídio e o míldio, fungos capazes de tirar o sono dos viticultores e, de quebra, desgraçar nossos fígados com os pesticidas usados para combatê-los.

O Observatório, que está em seu primeiro ano de funcionamento, acompanha o desenvolvimento de uvas procedentes da Alemanha, Suíça e Itália plantadas no Languedoc-Roussillon e na Nouvelle-Aquitaine, além de variedades nativas em Bordeaux. E novas parcelas serão plantadas nos próximos anos, em condições variadas de solo e clima, quem sabe permitindo a diminuição progressiva do uso de pesticidas – atualmente, nada menos de 80% desses produtos são utilizados em território francês para combater o míldio, principal doença fúngica da videira e que causa sérios danos quando afeta as flores e os frutos e o oídio, que pode levar à podridão dos tecidos tenros da planta. Mas esse não é um problema apenas francês e sim de quase todos os vinhedos do mundo, o que gera uma saudável expectativa quanto aos estudos do OsCaR.

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