10 ótimas razões para beber vinho. Até para ele, Baco

Baco, meu deus!, não precisa exagerar na dose. Sei que nem sempre dá para controlar, principalmente se o vinho é dos deuses. Mas sua cara aí… vá devagar e confira aqui o TOP 10 das boas coisas que o vinho traz para a nossa saúde.

Memória tinindo

A velha frase “beber para esquecer” pode ser aplicada a variados graus de dor de cotovelo, mas não para quem bebe vinho como um grupo de senhoras inglesas com cerca de 70 anos, que sorveram regularmante uma taça e depois se lembraram de mais coisas (do arco da velha?) do que aquelas que ficaram na água, coitadas.

Trânsito melhor para as artérias

Os famosos antioxidantes do vinho são os soldados do bom combate contra artérias entupidas por feijoada, torresmo, frituras de calibres diversos e outras delícias – iguais ou melhores.

Até favorece o regime

A temível dilatação abdominal de quem bebe vinho moderamente é menor do que a daqueles que entortam a caneca com outros álcoois. Simples: uma taça de vinho queima mais calorias do que igual quantidade de aguardente ou cerveja.

Sono mais tranquilo

Uma ou duas taças de vinho algum tempo antes de dormir levam as pessoas aos braços de Morfeu mais serenamente, graças à melatonina presente na bebida. Quem enche a cara também acaba dormindo, mas no dia seguinte…

Imunidade adquirida

Sábado pé na jaca com embutidos e enlatados? Beba uma taça de vinho tinto antes: ajuda na prevenção de infecções alimentares do tipo salmonelose.

Bom para os ossos

É para todos, mas sobretudo para as pessoas idosas, mulheres à frente, contra os males da osteoporose. Esta tem explicação científica bacana: o vinho aumenta o estrogênio, que controla a atividade dos osteoclastos, células cujo papel é remover o tecido do osso velhusco.

Xô, tumor!

Os antioxidantes e fitoestrógenos encontrados no vinho ajudam a prevenir o câncer de ovário, segundo estudos feitos por cientistas australianos e de vários outros países. As mulheres que bebem regularmente uma taça de vinho têm 50% menos chances de desenvolvê-lo.

Menos rugas, pele mais clara

Alguns SPAs enchem suas banheiras com vinho tinto (pode mergulhar, mas e se ele for bom?). Novamente os antioxidantes irão fazer bem, desta vez para retardar um pouquinho os efeitos do envelhecimento. Mas cuidado: dormir na banheira faz voltar o enrugo.

Sorria com seus dentes limpos e brilhantes

Os polifenóis, ou compostos fenólicos, são outro tipo de substâncias antioxidantes que abundam no vinho tinto. Deixam as gengivas mais fortes e protegidas de inflamação, além de reforçar o esmalte dos dentes. Detalhe: o vinho tem de ser bom e feito com uvas viníferas, não aquele meio doce que deixa a língua roxinha…

Seus cabelos estão lindos!

O resveratrol presente no vinho tinto é um amigo dos cabelos, impedindo carecas prematuras e permitindo melhor circulação dos vasos sanguíneos, o que reduz pra caramba o risco de caspa. Vai uma massagem na cuca com Merlot?

Todas essas conclusões foram baseadas em diferentes estudos científicos em vários países e alguém mal-humorado pode não gostar (azar dele). No mínimo, o vinho nos deixa mais felizes em companhia dos amigos e da família e isso é sempre bom para a saúde. Em tempo: a ilustração do Baco grogue, provavelmente no dia seguinte a uma poderosa festa báquica, está na parede de entrada da vinícola Cortes de Cima, no Alentejo, Portugal.

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Quem bebe moderadamente deixa o cérebro mais esperto

Este é um assunto delicado, naturalmente, mas não deixa de ser uma alegria ver cientistas sempre descobrindo que o álcool em doses sensatas traz algum bem à saúde, sobretudo como antioxidante dos vasos sanguíneos. Agora, foram além: uma pesquisa japonesa sugeriu que o consumo de álcool também pode ajudar a prevenir ou restringir o endurecimento das artérias que levam o fluxo sanguíneo ao cérebro, aumentando o QI. E o que isso significa a mais? Somos mais inteligentes que os abstêmios!

Brincadeira, claro, mas vejam também as conclusões de pesquisas realizadas na Inglaterra e Estados Unidos. Elas acompanharam adolescentes de 14 a 16 anos, em cinco categorias cognitivas: “muito chato”, “chato”, “normal”, “brilhante” e “muito brilhante”.

O Estudo Nacional Longitudinal de Saúde do Adolescente (Add Health), feito nos Estados Unidos, foi retomado sete anos depois e a conclusão foi “clara e até monótona”, segundo os pesquisadores: os jovens melhor avaliados anteriormente pela capacidade de aquisição de conhecimento, agora maiores de idade e com desempenho escolar bom, bebiam mais, socialmente, que os menos inteligentes. E no Reino Unido o Estudo Nacional de Desenvolvimento Infantil até chegou a um dado concreto, talvez por repetir a pesquisa aos 20, 30 e 40 anos dos voluntários: os “muito brilhantes” cresceram consumindo oito décimos de uma medida padrão de álcool a mais que os “muito chatos”.

No Japão, os pesquisadores do Instituto Nacional de Ciências da Longevidade em Aichi, perto de Tóquio, testaram o QI de 2.000 pessoas entre 40 e 79 anos de idade e chegaram à conclusão de que homens que bebiam até 540 mililitros de saquê ou vinho por dia tinham um QI 3,3 pontos maior do que os abstêmios ou dos que não bebiam regularmente. Nas mulheres bebedoras, o índice marcou 2,5 pontos a mais.O álcool sempre esteve presente na vida da humanidade e, segundo a revista americana Psychology Today, há uma abordagem evolutiva para explicar isso. Segundo ela, há 10.000 anos nossos ancestrais teriam recebido sua cota de álcool ao comer frutas podres, em estado de fermentação. Daí para imaginar que a humanidade evoluiu por causa disso não custa nada. Afinal, beber entre amigos e família, com bom senso, só aumenta o bem-estar e, principalmente, o bom humor. Tim tim!