Gosta de vinho italiano? Veja como ele saiu do inferno

Piemonte, região do Barolo

Em 2015, de cada cinco garrafas vendidas no planeta uma era italiana. É uma impressionante marca do primeiro produtor mundial de vinhos, em números divulgados pela Coldiretti, principal confederação italiana de viticultores. O país faturou no ano passado 5,4 bilhões de euros, um aumento de 575% nos últimos 30 anos.

E por que a comparação com essas três décadas? Em 1986, um escândalo arremessou ao inferno os brancos, tintos, rosés e espumantes italianos: eram os vinhos “batizados” (por demônios?) com metanol, que envenenaram um grande número de pessoas. Veio então um maior controle de qualidade e normas mais rígidas de elaboração que resgataram a confiança dos consumidores no mundo inteiro. Com produção de 48,9 milhões de hectolitros, 66% de suas garrafas vendidas no exterior são classificadas como DOCG e DOC (denominação de origem controlada e garantida) ou IGT (indicação geográfica típica).

Os vinhos italianos mais populares são Chianti, Brunello di Montalcino, Barolo (foto), os elaborados com Pinot Grigio e o espumante Prosecco, que ultrapassou a produção francesa de champagne em volume.

Boa oportunidade para um paralelo com nosso país na área política: se a corrupção está envenenando nossas instituições como um vinho propositalmente estragado, nada como recomeçar a partir de normas mais rígidas de controle e punição para que volte, forte e limpo, o rótulo do respeito à ética.

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