LA NUEVA MENDOZA

O que significa ir a Mendoza? Duas coisas: visitar a capital e as imensas áreas planas da província, ambas de mesmo nome e um denominador comum: a impactante cordilheira dos Andes, que se agiganta diante do desfile quase ininterrupto de vinhedos, olivais e plantações de frutas. Se a capital não é exatamente um destino turístico em si, a atração maior fica mesmo por conta das inúmeras vinícolas da província, algumas com pousadas e restaurantes. Mas há algo que vai além: os novos condomínios onde, além de se hospedar, beber e comer bem, é possível ter um vinhedo para chamar de seu.

Vinhedos Casa de Uco
Vinhedos Casa de Uco

Um dos mais recentes é o Casa de Uco (foto), no sudoeste de Mendoza. Situado no vale de mesmo nome, Uco, tem um excelente hotel, moderna bodega e vinhedos a perder de vista. Ali, pode-se escolher uma área própria de cultivo, a partir de um hectare, que dá aproximadamente 7.000 garrafas de vinho. Nem é preciso dizer que a estrela do lugar é a uva Malbec, símbolo da produção argentina e particularmente de Mendoza. O proprietário recebe toda a assistência técnica durante o plantio, colheita e vinificação, podendo optar também pela venda das uvas. A bodega tem a consultoria do conhecido enólogo italiano Alberto Antonini e o bom vinho produzido por ele recebe o próprio nome Casa de Uco.

Para passar temporadas no local (que é belíssimo, com montanhas de cume nevado bem ao lado), o empreendimento dispõe de lotes de 2.500 m2 para a construção de casas projetadas pelo proprietário de Casa de Uco, o arquiteto Alberto Tonconogy, celebrado como um dos mais importantes da Argentina (se der sorte e ele estiver por lá, é muito simpático e de ótima conversa).

Colheita em The Vines
Colheita em The Vines

Outro vistoso projeto em Mendoza é The Vines, com resort, restaurante com a grife do chef Francis Malmann (Siete Fuegos), villas particulares e os vinhedos à disposição de quem quiser adquirir uma ou mais áreas. Está situado também no vale de Uco e põe à disposição dos donos uma equipe de especialistas que cuida de todas as etapas até que, finalmente, as garrafas ganhem rótulo próprio. Mas o proprietário pode também dar palpites e se envolver na produção, sobretudo se for um apaixonado pelo vinho e não apenas investidor e, claro, tiver tempo para acompanhar localmente a colheita e vinificação. Depois, vem a fase do descanso do vinho em barricas de carvalho, o engarrafamento e o desenvolvimento de sua marca. Nesta última etapa, a equipe de marketing de The Vines ajuda na comercialização dos vinhos através da criação de website com loja online e na logística para exportação. A consultoria é do respeitado enólogo Santiago Achaval, que produz alguns dos mais conceituados vinhos argentinos em sua bodega Achaval-Ferrer.

Entre Cielos

Outro local de hospedagem voltado para o vinho e rodeado por parreirais é Entre Cielos, na região de Lujan de Cuyo. Um hotel boutique com belas suítes, inclusive uma chamada de “Edição Limitada” (foto), espécie de casulo pairando sobre o vinhedo com terraço privativo, Jacuzzi externa e abertura no teto para desfrutar o estreladíssimo céu mendocino (seus habitantes gostam de falar que são 330 dias anuais de tempo bom por lá). Outro destaque é o spa com hamam, este prometendo um circuito de 6 fases com diferentes usos da água e do calor. E, claro, há massagens com óleo, lama e sabão especial.

O vinho Marantal é produzido no resort com três tipos (tinto, reserva e rosé). Para comer, dentro do prédio ou em mesas junto ao vinhedo, há o Katharina Bistro e, mais pitoresco, The Beef Club oferece empanadas (os hóspedes podem aprender a fazê-las com o chef) e a tradicional parrilla. Entre as atividades possíveis há trilhas para passeios de bicicleta, ginástica com personal trainer, observação de pássaros, escalada, pescaria, golfe, passeios a cavalo, caiaquismo, rafting e até caminhadas na neve.

A viagem foi com a LAN, que realiza voos para Mendoza com escalas em Buenos Aires ou Santiago do Chile.

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