Sommelier eletrônico. Ou: o vinho como café

 

D-vine - Cópia

Se você acha que há muita frescura no ato de cheirar e bochechar o vinho antes de bebê-lo, imagine então entregar as sensações iniciais a uma máquina tipo Nespresso, a “D-Vine”, uma engenhoca moderna que “prepara” o líquido antes de você levá-lo à boca e ainda libera uma série de informações sobre ele através de um chip.

A máquina, lançada pela startup francesa 10-Vins, baseada em Nantes, funciona como as de café com a cápsula. Um tubo de vidro e alumínio de 100 ml (equivalente a uma pequena taça) que vem com o vinho previamente escolhido é colocado e a seguir ele é agitado, criando a sensação de que foi decantado por três horas. Em seguida, passa por um módulo térmico que esquenta ou diminui sua temperatura, de acordo com o tipo (branco, tinto, região de origem etc). E antes de chegar à taça na base, o chip indica como servir aquele vinho e, através do celular de quem vai beber, permite o acesso a um vídeo do vinicultor ou aos comentários de um sommelier de carne e osso.

Minha opinião? Acho que esse excesso de informação e trique-trique tecnológico pode representar uma quebra de expectativa em relação ao maior prazer que o vinho reserva: a surpresa, a descoberta, o encantamento por sua qualidade, tudo temperado pela humana conversa.

O preço inicial da máquina é de 499 euros e os tubinhos com os vinhos (cerca de 30, franceses, inclusive de Bordeaux e Bourgogne) custam de 2 a 16 euros, segundo a 10-Vins.

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