Sauvignon Blanc: falou, é Nova Zelândia

Vinhedos Sileni - Nova Zelândia
Vinhedos da Sileni Estates

Você viu por aí, em prateleiras de supermercados ou lojas, garrafas de Sauvignon Blanc vindas da Nova Zelândia? Sem erro. Conhecida como a nova pátria dessa uva originária de Bordeaux e frequente no Vale do Loire, na França (maravilhosos Sancerre), ela é plantada em 73% da área vinícola do pequeno e lindo país no Pacífico. Mesmo com sua produção geral representando apenas 1% do total mundial, 17% dos vinhos de Sauvignon Blanc zanzando pelo mundo têm o DNA neozelandês. Tornou-se um símbolo do país tão importante quanto o Kiwi, aquele pássaro esquisitinho.

Eles chegam ao Brasil com preços nem sempre amigáveis (distância, frete?), mas no geral compensam pelo aroma típico lembrando maracujá, alguma fruta cítrica – e com boa vontade, aquele cheirinho de grama cortada logo de manhã… O gosto mostra boa textura e ligeira acidez garantida pelo toque mineral peculiar.

O mês de maio começou com as comemorações do Sauvignon Blanc Day, dia 3, e para uma ideia de preços, temos por aí, entre outros, o Giesen 2018 (R$99) e o Greywacke 2017 (R$170) da Rede Oba, o Sileni (R$152) e o Sileni Straigh (R$190) da Mistral, o Wild Rock 2017 (R$214) e o Craggy Ranger (R$211) da Decanter, o Brancott 2017 (R$120) da Casa Flora, o Stoneburn 2016 (R$150) da Premium Wines, o Oyster Bay 2017 (R$252) da Vinci, o 3 Stones 2015 (R$187) e o Crossroads 2015 (R$201) da Vinho & Ponto.

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Tendência: vinhos naturais e mais baratos. É o desejo dos millennials

Cabernet Sauvignon (2)

O vinho, atualmente mais consumido pela geração nascida desde os anos de 1940, vem sendo descoberto pela geração millennials (pessoas nascidas a partir da década de 1980 e início dos anos 2000) de uma maneira diferente. Uma parte significativa desse grupo quer vinhos menos industrializados, produzidos de maneira mais autêntica, sem o uso de pesticidas nas plantações e produtos químicos na elaboração. Esse é um dos resultados dos debates ocorridos no Must Fermenting Ideas, seminário dedicado ao mundo dos vinhos realizado agora em junho no Centro de Congressos do Estoril, em Portugal.

A inglesa Lulie Halstead, CEO da Wine Intelligence, voltada para a estratégia dos negócios do vinho, disse que essa geração pode não ter o mesmo dinheiro ou prosperidade financeira dos que vieram antes dela, e isso, somado a uma maior consciência acerca dos problemas ambientais do planeta, leva a uma escolha crescente de vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. A questão do preço depende da escala de produção, o que ainda é um problema em muitos países, mas Halstead tem certeza de que as novas gerações não querem comprar rótulos caros e marquetizados.

Uma das palestras mais interessantes foi a da jornalista americana Alice Feiring, justamente sobre os vinhos naturais. O que seriam? Para ela, autora de livros a respeito, são aqueles procedentes de agricultura orgânica e feitos do mesmo jeito usado pelos vinhateiros antigos, sem acrescentar ou retirar nada em sua elaboração.

Ainda um nicho no mercado, esses vinhos, também chamados de “autênticos”, apresentam um charme capaz de atrair cada vez mais os millennials. O que coloca um desafio à grande indústria, que nem sempre tem condições de abraçar a agricultura orgânica, mas pode limitar as correções químicas em seus laboratórios.

Para alegrar o verão

Ainda em dúvida sobre boas borbulhas para as festas e o verão? E com preço atrativo? Uma opção tranquila é o Cavas Hill que, como o nome aponta, é um cava (espumante) espanhol, da Catalunha. São feitos com uvas de nomes curiosos para nós: Xarel-lo, Macabeo e Perellada, e o método de elaboração é o mais sofisticado, o champenoise, pelo qual a segunda fermentação responsável pelo surgimento do gás carbônico provocador das borbulhas acontece lentamente na própria garrafa.

O Cavas Hill 1887 Brut tem a acidez agradável que se espera dessa bebida ligada às comemorações, à piscina e à praia, mas com uma estrutura de gosto bem definida, gostosa e alegre lembrando frutas maduras. Vai bem como aperitivo e frutos do mar. Custa em média R$74.

E o Cavas Hill Vintage Brut Reserva, também com as três uvas citadas, tem aquele aroma atrativo de pão recém saído do forno, além de frutas secas que se refletem no paladar. Isso se deve sobretudo aos 15 meses da segunda fermentação nas caves subterrâneas da vinícola, uma das mais tradicionais da região catalã de Penedès. Peixes grelhados e no forno, além de aves, apreciam sua companhia. Seu preço médio é de R$128.

São importados pela Cantu: (11) 2144-4464 http://www.cantuimportadora.com.br

Quando o champagne é um acontecimento

Dom Pérignon

Isso acontece, por exemplo, quando é lançada uma edição de Dom Pérignon, como acaba de acontecer com a safra de 2006. E por que tal safra chega aqui em 2015? Pelo espaço de tempo. Um período de mágica, em que cada garrafa adormece por no mínimo 7 anos, para que sua lenta e encantadora segunda fermentação aconteça – a primeira ocorre ao se fazer os vinhos “normais” (que os franceses chamam de “tranquilos”) que serão misturados de acordo com o savoir-faire do enólogo e em seguida engarrafados junto com fermentos, iniciando o processo de formação de gás carbônico, as famosas borbulhas que o deixarão… “intranquilo”.

Esse é o processo sistematizado por Dom Pérignon no final do século 17 na abadia de Hautvillers, ali ao lado da sede da Moët&Chandon, empresa que iniciou a prática de ter um vinho ícone e safrado em 1921. Para entender a importância disso, vale notar que a imensa maioria dos champagnes não tem a safra estampada no rótulo, sendo mistura de vinhos de diferentes anos. Mas, quando a natureza ajuda – ou parece que o monge dá uma forcinha – as uvas atingem a maturação perfeita e permitem chegar a essa versão especial que homenageia o bom homem. Nesse caso, só as uvas daquele ano podem ser utilizadas.

Feito com Chardonnay e Pinot noir em proporção que Richard Geoffroy, o maître de chai responsável por sua elaboração não gosta de revelar, o Dom Pérignon 2006 tem aroma elegantíssimo de delicadas frutas cítricas com faíscas florais, oferecendo alto e duradouro frescor ao paladar. Com este 2006 a Moët&Chandon, do grupo LVMH, comemora outro acontecimento raro: pela primeira vez na sua história, ela coloca no mercado 5 safras seguidas de seu ícone, sequência iniciada em 2002. Não é muito comum que isso aconteça, ainda mais em uma região vinícola como a Champagne, de clima nem sempre amigável.

Outro lançamento recente é o Dom Pérignon rosé 2004 feito com Pinot Noir (este dormita 9 anos nas caves), muito aromático e também de rara elegância, conjugando impacto gustativo lembrando frutinhas vermelhas e pomelo com finesse declaradamente feminina.

A raridade desses champagnes determina seus preços: Dom Pérignon 2006, R$700 e rosé, R$1.300.

Dom Pérignon 2006

SAC LVMH: (11) 3062-8388

50 melhores bares do mundo

Artesian
Artesian

Não, infelizmente não há nenhum bar brasileiro na lista dos 50 melhores do mundo, segundo a revista Drinks International em sua edição de outubro. O primeiro, e pelo quarto ano consecutivo, é o Artesian, de Londres, onde os drinques clássicos, como o Negroni ou o Langham Martini, custam 17 libras (cerca de R$100). Londres, aliás, emplaca cinco bares entre os 10 melhores, confirmando sua forte tradição etílica. Para os viajantes e curiosos em saber onde se bebe bem e muitas vezes com ótima comida, essa é a lista.

1) Artesian, Londres

2) The Dead Rabbit Grocery & Grog, Nova York

3) Nightjar, Londres

4) Employees Only, Nova York

5) American Bar, Londres

6) The Baxter Inn, Sidney

7) 28 Hongkong Street, Singapura

8) Happiness Forgets, Londres

9) Connaught Bar, Londres

10) Black Pearl, Melbourne

11) Attaboy, Nova York

12) Candelaria, Paris

13) High Five, Tóquio

14) The Broken Shaker, Miami

15) Canon, Seattle

16) Buck & Breck, Berlim

17) Imperial Craft, Tel Aviv

18) Lobster Bar, Hong Kong

19) Le Lion Bar de Paris, Hamburgo

20) Licoreria Limantour, Cidade do México

21) The Jerry Thomas Project, Roma

22) The Clumsies, Atenas

23) Maison Premiere, Nova York

24) Elephant Bar, Nova York

25) The Everleigh, Melbourne

26) White Lyan, Londres

27) Beaufort Bar, Londres

28) Bulletin Place, Sidney

29) Aviary, Chicago

30) Tales & Spirits, Amsterdam

31) Smuggler’s Cove, San Francisco

32) Delicatessen, Moscou

33) Door 74, Amsterdam

34) Ruby, Copenhague

35) Manhattan, Singapura

36) Nomad Bar, Nova York

37) PDT, Nova York

38) Mace, Nova York

39) Quinary, Hong Kong

40) Trick Dog, San Francisco

41) 69 Colebrooke Row, Londres

42) Dry Martini, Barcelona

43) Schumann’s, Munique

44) Zuma Dubai, Dubai

45) La Factoria, San Juan

46 Nottingham Forest, Milão

47) Tommy’s, San Francisco

48) Lost & Found, Chipre

49) Little Red Door, Paris

50) Dandelyan, Londres

Bebendo conhaque via celular

Ao aproximar o celular da tampa, o aplicativo vai indicar se a garrafa não foi aberta antes, garantindo que o líquido é um legítimo conhaque Rémy Martin. Essa é mais uma novidade da tecnologia, agora ajudando uma destilaria fundada em 1724 a combater os falsificadores de seu famoso produto. Onde será lançado em primeiro lugar? Na China, em outubro.

O aplicativo do “Rémy Martin Club Connected Bottle”, além de garantir ao consumidor a autenticidade do conteúdo através do método de detecção de abertura da tampa, irá também fornecer várias informações sobre a bebida e registrar quem a comprou, gerando um programa de fidelização, indicou à agência de notícias AFP a diretora de comunicação da maison, Florence Puech.

A China e os Estados Unidos são os principais mercados da Rémy Martin e, segundo Puech, o lançamento no país asiático “não é aleatório”, já que lá a “falsificação é real e significativa”. Mas reconheceu que a iniciativa é uma experiência de inovação no lugar certo, “em um país hiper conectado”. O aplicativo foi desenvolvido pela Selinko, empresa especializada na luta contra falsificações, fundada em 2012 pelo belga Patrick Eischen, engenheiro e especialista em informática que havia comprado uma vinícola na Toscana (Volpaiole) e passou a pesquisar uma forma de combater a falsificação de seu vinho no mercado asiático. Com a tecnologia de segurança NFC através de celulares, chegou à solução agora também empregada pela Rémy Martin.